Guia
Como saber se um alicate precisa de afiação
Nem sempre é evidente que o problema de um alicate está no fio. O corte pode deteriorar-se de forma gradual, e o que começa por ser um pequeno desconforto pode tornar-se um problema constante no trabalho diário.
Sinais durante o corte
Um alicate em bom estado corta de forma limpa e precisa, sem esforço. Quando começa a dar problemas, os sinais aparecem durante o uso:
- O alicate puxa a cutícula em vez de a cortar de forma limpa.
- Obriga a repetir o corte na mesma zona para limpar a cutícula.
- Corta apenas numa parte do gume — as pontas deixam de trabalhar.
- As pontas não fecham corretamente, deixando espaço entre elas.
- O movimento deixou de ser regular — abre ou fecha com resistência.
Estes sinais afetam a qualidade do trabalho e podem causar desconforto à cliente. Um alicate que puxa a pele, em vez de a cortar, está a trabalhar de forma incorreta.
Nem todos os problemas são apenas falta de fio
É importante perceber que o problema pode não estar apenas no fio. Antes de concluir que o alicate precisa de afiação, há outros factores a considerar:
- Encaixe — pode estar com folga ou desalinhado.
- Alinhamento das pontas — se não estiverem alinhadas, o corte fica irregular independentemente do fio.
- Danos — quedas ou impactos podem dobrar ou danificar as pontas.
- Movimento irregular — pode indicar desgaste no eixo ou acumulação de resíduo.
Uma fotografia e uma descrição do problema ajudam a fazer uma primeira triagem, mas não substituem a avaliação física da ferramenta.
O que não deve fazer
- Não force a ferramenta para compensar o corte irregular.
- Não tente corrigir as pontas sem conhecimento técnico.
- Não continue a usar um alicate que está a puxar ou a magoar a pele da cliente.
- Proteja as pontas durante o transporte — não as deixe bater contra outras ferramentas.
Quando pedir avaliação
Se reconhece algum dos sinais acima, o passo seguinte é pedir uma avaliação. Envie uma fotografia do alicate pelo WhatsApp com uma descrição do problema. Isso permite fazer uma primeira triagem e perceber se é possível avançar com a afiação.
A fotografia não substitui a avaliação física, mas ajuda a perceber o estado geral da ferramenta antes de combinar a recolha.